Valham-nos as setas de Dom Sebastião

por João Bosco Bezerra Bonfim

Artes Verbais, Literatura de Cordel, Discurso, Letramento Literário, Narrativas, Poesia


Há santos pelos altares
Valentes em profusão
Outros tantos mártires
Ceifados de devoção

Mas nenhum tão eloquente
Quanto SãoSebastião:
Morto uma vez e outra:
Numa, varado de flechas,
Noutra, açoitado, por cristão.

Depois, nas areias de Alcácer-Qibir
Mártir dePortugal
Sempre por revir
Há de o império redimir

Mesmo que em Pedra Bonita
Ou em ilha de São Luís do Maranhão
Agora, em Brasilia,
outra luta (Em vão?)

Pela fé ou pela espada
Contra tanta iniquidade,
Valha-nos São Sebastião.

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About João Bosco Bezerra Bonfim

Poeta, pesquisador de linguística e literatura. Mora em Brasília, DF, Brasil. Autor de mais de vinte livros: análise de discurso, poesia, literatura infantojuvenil, cordéis. Nasceu na Barra do Riacho Seco, município de Novo Oriente, Ceará, em 1961. Reside em Brasília desde 1972. Professor de literatura, mestre e doutor em linguística, na área de análise do discurso. Ministra oficinas para mediadores de leitura; faz leituras públicas de suas obras; participa de eventos literários em todo o Brasil.

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