Arquivos de tags: poesia

credo

por João Bosco Bezerra Bonfim

creio no amor acima de todas as coisas creio que o amor cura a dor e cura o amador descreio de todo o amor que é só interesse renego o amor que é só carne desconheço um amor que é puro espírito creio na dor que ama e fere – sem matar – o amador […]

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Quem vela

por João Bosco Bezerra Bonfim

Quem vela e quem revela o oculto sonho? senão o papel que esconde e mostra quando quer o incontido desejo o desejado querer num jogo de sombra e luz que desvela e que seduz (do livro amador amador)

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Companhia

por João Bosco Bezerra Bonfim

Sem que o brilho seque a pétala Ou anule a gravidade ao beija-cor Eis que no plano desabitado Gira amarelo a estrela mor (João Bosco Bezerra Bonfim)

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Canto chão

por João Bosco Bezerra Bonfim

Se me fosse dado ter voz, Cantava? E se ouvidos houvesse – e de Vós viesse esse som – Sussurrar ou suspirar havia de? Não. Um canto não me basta. ‘Inda mais um cantochão! Mesmo que cantado por Monjas beneditinas Ou por Clarissas, nas calçadas. Então, para que Vós, Se mudo me mandam Cruzar esse […]

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dialética sertaneja

por João Bosco Bezerra Bonfim

Riacho Seco se riacho, porque seco? se seco, porque riacho? mas um leito se sustenta de matéria mais vária que a imaterial água ainda está aqui a areia de que um riacho precisa pra se achar ainda os mofumbos se lembram de seus galhos a acariciar as correntes águas que dizer das pedras preparadas ainda […]

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viajante

por João Bosco Bezerra Bonfim

em leito delicioso de pedra assentei o meu peito donde frutuosos brotos encarnados afloram perfeitos (do meu livro passagens terrâneas e subterrâneas)

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Mas eis que o nada sempre se oferta

por João Bosco Bezerra Bonfim

Mas eis que o nada sempre se oferta Esse nada entre negror e clarão: Um fogo gelado que sem alarde Suspende fígado, rins e pulmão. E é nessas horas mortas das almas, Quando pleno vazio me inflama, De um torpor gélido de sentir Como que ao nada de volta chama: – Vem, que aqui já […]

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Na horta

por João Bosco Bezerra Bonfim

Se me recolho com meus poetas E com eles me molho Não há consolo

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Valham-nos as setas de Dom Sebastião

por João Bosco Bezerra Bonfim

Há santos pelos altares Valentes em profusão Outros tantos mártires Ceifados de devoção Mas nenhum tão eloquente Quanto SãoSebastião: Morto uma vez e outra: Numa, varado de flechas, Noutra, açoitado, por cristão. Depois, nas areias de Alcácer-Qibir Mártir dePortugal Sempre por revir Há de o império redimir Mesmo que em Pedra Bonita Ou em ilha […]

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