Mas eis que o nada sempre se oferta

por João Bosco Bezerra Bonfim

Artes Verbais, Literatura de Cordel, Discurso, Letramento Literário, Narrativas, Poesia


Mas eis que o nada sempre se oferta
Esse nada entre negror e clarão:
Um fogo gelado que sem alarde
Suspende fígado, rins e pulmão.

E é nessas horas mortas das almas,
Quando pleno vazio me inflama,
De um torpor gélido de sentir
Como que ao nada de volta chama:

– Vem, que aqui já vencemos a dor!
Pois não somos nós o próprio medo?
De quem mesmo o triste sente pavor!?

Vem, que é esta verdadeira fonte
Que o Sempre inveja, por perene
E vence a Morte; imagina o Amor!

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About João Bosco Bezerra Bonfim

Poeta, pesquisador de linguística e literatura. Mora em Brasília, DF, Brasil. Autor de mais de vinte livros: análise de discurso, poesia, literatura infantojuvenil, cordéis. Nasceu na Barra do Riacho Seco, município de Novo Oriente, Ceará, em 1961. Reside em Brasília desde 1972. Professor de literatura, mestre e doutor em linguística, na área de análise do discurso. Ministra oficinas para mediadores de leitura; faz leituras públicas de suas obras; participa de eventos literários em todo o Brasil.

Uma resposta para “Mas eis que o nada sempre se oferta”

  1. Como já disse: Gostei!

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