Arquivos | palavras lavradas RSS feed para esta seção

O musgo, de Francis Ponge

por João Bosco Bezerra Bonfim

O musgo Francis Ponge        As patrulhas da vegetação detiveram-se em tempos de antanho na estupefação das rochas. Mil bastonetes do veludo de seda assentaram-se então como alfaiates no chão.      E logo, desde a aparente crispação do musgo na própria rocha com seus lictores, tudo no mundo pego num emaranhado inextricável e encaracolado por […]

Leia mais

Os derivados do leite

por João Bosco Bezerra Bonfim

                      Os derivados do leite do poeta Bueno de Rivera   Os magnatas do leite e seus filhos derivados têm carne leve e tenra dos lactentes. A pele alva e acídula a face sanguínea e túmida como os queijos de corante. A voz é pastosa […]

Leia mais

LÍLITCHKA!, poema de Vladimir Maiakóvski

por João Bosco Bezerra Bonfim

                          LÍLITCHKA! Em lugar de uma carta Vladímir Maiakóvski Tradução de Augusto de Campos   Fumo de tabaco rói o ar. O quarto — um capítulo do inferno de Krutchônikh*. Recorda — atrás desta janela pela primeira vez apertei tuas mãos, atônito. Hoje […]

Leia mais

Hino aos juízes, poema de Vladimir Maiakóvski

por João Bosco Bezerra Bonfim

Hino aos juízes Vladimir Maiakóvski 1915                     Pelo Mar Vermelho vão, contra a maré, Na galera a gemer os galés, um por um. Com um rugido abafam o relincho dos ferros: Clamam pela pátria perdida – o Peru. Por um Peru – Paraíso – clamam os […]

Leia mais