Arquivos | Cordel RSS feed para esta seção

A Peleja do Grilo

por João Bosco Bezerra Bonfim

VI A Peleja do Grilo   O Grilo grilou seu canto noturno Mas sem esperar que ouvisse a plateia Cantador de fé, tempera a traqueia E aquilo que diz parece absurdo Embora incrível, repete a trilha Esse é o ensino da sua família: – A noite é um dia, com o sol às avessas Por […]

Leia mais
Cândida

Cândida – da série do Fabulário Conciso para Tempos Inclementes

por João Bosco Bezerra Bonfim

                  V Cândida Sem opinião formada, diz: – Foi! Mas logo se desdiz muito guapo, Com maior ênfase: – Não foi!   Mas a Rã nem liga, indiferente: A ela não importa a língua maledicente da má gente. Para ela não passam de ínguas.   Porém não […]

Leia mais

Galope para a Tubaroa

por João Bosco Bezerra Bonfim

              IV Galope para a Tubaroa Um dia na praia De longe avistei Uma barbatana Alegre e contente Conforme o sorriso: Milhares de dentes Era a Tubaroa Artista de grei Que a tudo engole Digere? Não sei! Ela nunca para Recusa o pensar E aquilo que ouve Se esqueceu […]

Leia mais

Galope da Mosca e da Aranha

por João Bosco Bezerra Bonfim

                    II Galope da Mosca e da Aranha João Bosco Bezerra Bonfim Disse a Aranha: –Venha ao café, Sorrindo à Mosca Suave convite. Fingindo inocência, Aceita o palpite E entra na teia, Como quem não quer, Mil olhos à espreita, Para tomar pé. E quanto mais […]

Leia mais

Conto nublado

por João Bosco Bezerra Bonfim

Conto nublado                   [em memória de Guilherme de Almeida   E  vem de lá a noite Com sua luz tão fria Clareando a mancha Que projetara o dia   E bota a cara a lua Com luz fina e densa Colhendo as sombras Das águas mais mansas […]

Leia mais

Fábula do Pequi

por João Bosco Bezerra Bonfim

              I Fábula do Pequi Era uma vez, deserto no Cerrado, Em amarelo-escandaloso, flor, Que, em boa hora, gostosa de si, Ourivesou finíssimo sabor. Mas em seu verde cansada si esteve, Janus bifronte sem qualquer pudor, Macho-e-fêmea, si famigerava: A fome matava só com seu olor. Então, voou seu […]

Leia mais

O desafio nos cordéis: lutar com as palavras não é luta vã

por João Bosco Bezerra Bonfim

O desafio nos cordéis: lutar com as palavras  não é luta vã João Bosco Bezerra Bonfim Lutar com palavras é a luta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã. Carlos Drummond de Andrade Neste artigo, parte da pesquisa denominada O gênero do cordel sob a perspectiva crítica do discurso (Bonfi m, 2009), entre outros […]

Leia mais

O poder de denúncia do cordel no cinema: O romance do vaqueiro voador, de João Bosco Bezerra Bonfim e Manfredo Caldas

por João Bosco Bezerra Bonfim

Page 1 129 O poder de denúncia do cordel no cinema: O romance do vaqueiro voador, de João Bosco Bezerra Bonfim e Manfredo Caldas Sylvie Debs A estreia da literatura de cordel no cinema aconteceu exatamente no momento em que o cinema brasileiro, assim como o cinema mundial, passava por uma transformação radical: na virada […]

Leia mais

A arte de fazer um cordel e se tornar um menestrel

por João Bosco Bezerra Bonfim

  A arte de fazer um cordel e se tornar um menestrel  

Leia mais