Arquivos | março, 2013

de dicionário (do livro teoria do beijo)

por João Bosco Bezerra Bonfim

de dicionário beijo beijoca ósculo beijar beijocar oscular ó ilusório papel ó mentirosa tinta mesmo se quisessem saber nunca iriam o sabor que guarda o calor que agita com o desejo do beijo quem alma tiver alma que sinta do livro teoria do beijo, ed. do autor, 2003, com arte de Ana Lomonaco Sobre o […]

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Nesta hora em que sou tudo

por João Bosco Bezerra Bonfim

                    Nesta hora em que sou tudo (psicografia de anônimo)   Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come, e á vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas […]

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Letramento literário no Mackenzie de Braília

por João Bosco Bezerra Bonfim

                Em encontro com os alunos do Mackenzie de Brasília, participei de atividade mensal regular. A convite da comunidade, participei da hora cívica e fiz leitura de O Lobo-Guará de Hotel. Logo em seguida, encontrei-me com os alunos do quinto ano, com a presença de Tatiana Gomes, Bibliotecária, […]

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O cão sem flores – nova do Fabulário Conciso para Tempos Inclementes

por João Bosco Bezerra Bonfim

IX O cão sem flores Nenhum lugar no mundo é mais propicio Para se enterrar tesouro valioso: O jardim, onde se planta o osso. Todo cachorro sabe esse ofício. Data do tempo da fome canina O bom hábito de fazer poupança Quando faltar a matéria mais fina Saca-se do jardim, enche-se a pança. Mas outra […]

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Peleja de Seriema com cobra – do Fabulário Conciso para Tempos Inclementes

por João Bosco Bezerra Bonfim

VII Peleja de Seriema com cobra para Seu Roberto Correa   No grande cerrado, de longe avistei Vistosa Seriema de crista elegante Caçando conversa com o Cobra ondeante Jogando sua asa, esperava, não sei Vencer o seu Cobra, que no bote é rei Uma sapateia, o outro se arrasta E, de boca em bote, o […]

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Oficina de letramento literário no Paranoá, DF

por João Bosco Bezerra Bonfim

  Em duas sessões, uma de manhã e outra à tarde, desenvolvi com professores do Centro de Ensino Fundamental 1, do Paranoá, DF, oficina sobre letramento literário. O foco recaiu sobre o gênero cordel: como identificar os estágios e fases de uma narrativa em cordel. A escola está desenvolvendo um trabalho que envolve a leitura […]

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Canta, Cândido Bezerra

por João Bosco Bezerra Bonfim

Na Barra do Riacho Seco, no ano de dezessete, um cândido fez que nasceu, mas já pintando o sete: amansava burro brabo; na sela que nem chiclete. De Cândido só o nome: não era nada inocente. Nadador só de braçada, atravessava as enchentes nesse rio quando cheio com a balsa passava a gente. Morador de […]

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Bebedouro – ou a Peleja de Dona Onça e Seu Macaco

por João Bosco Bezerra Bonfim

                    VII Bebedouro   Por sete dias a fio Veio a Onça beber água Que passarinho não bebe Mas não bebia nem nada Essa felina danada:   Só de olho no macaco Que tardava sua chegada Mesmo morrendo de sede O barato recusava.   Porém, usando […]

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A Peleja do Grilo

por João Bosco Bezerra Bonfim

VI A Peleja do Grilo   O Grilo grilou seu canto noturno Mas sem esperar que ouvisse a plateia Cantador de fé, tempera a traqueia E aquilo que diz parece absurdo Embora incrível, repete a trilha Esse é o ensino da sua família: – A noite é um dia, com o sol às avessas Por […]

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Cândida

Cândida – da série do Fabulário Conciso para Tempos Inclementes

por João Bosco Bezerra Bonfim

                  V Cândida Sem opinião formada, diz: – Foi! Mas logo se desdiz muito guapo, Com maior ênfase: – Não foi!   Mas a Rã nem liga, indiferente: A ela não importa a língua maledicente da má gente. Para ela não passam de ínguas.   Porém não […]

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