Arquivos | fevereiro, 2013

Galope da Mosca e da Aranha

por João Bosco Bezerra Bonfim

                    II Galope da Mosca e da Aranha João Bosco Bezerra Bonfim Disse a Aranha: –Venha ao café, Sorrindo à Mosca Suave convite. Fingindo inocência, Aceita o palpite E entra na teia, Como quem não quer, Mil olhos à espreita, Para tomar pé. E quanto mais […]

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Este que aqui segue só

por João Bosco Bezerra Bonfim

                        Este que aqui segue só Não por vontade sua Já trilhou em multidão Este passo, esta rua   Mas seguindo só, vai acompanhado Da única que de nascença companhia Como destino certeiro nos é dado Segue, pois, não só, mas cercado   E […]

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LÍLITCHKA!, poema de Vladimir Maiakóvski

por João Bosco Bezerra Bonfim

                          LÍLITCHKA! Em lugar de uma carta Vladímir Maiakóvski Tradução de Augusto de Campos   Fumo de tabaco rói o ar. O quarto — um capítulo do inferno de Krutchônikh*. Recorda — atrás desta janela pela primeira vez apertei tuas mãos, atônito. Hoje […]

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Hino aos juízes, poema de Vladimir Maiakóvski

por João Bosco Bezerra Bonfim

Hino aos juízes Vladimir Maiakóvski 1915                     Pelo Mar Vermelho vão, contra a maré, Na galera a gemer os galés, um por um. Com um rugido abafam o relincho dos ferros: Clamam pela pátria perdida – o Peru. Por um Peru – Paraíso – clamam os […]

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Conto nublado

por João Bosco Bezerra Bonfim

Conto nublado                   [em memória de Guilherme de Almeida   E  vem de lá a noite Com sua luz tão fria Clareando a mancha Que projetara o dia   E bota a cara a lua Com luz fina e densa Colhendo as sombras Das águas mais mansas […]

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Palavra de Presidente – discursos de posse de Deodoro a Lula

por João Bosco Bezerra Bonfim

                        Palavra de Presidente, vol. I– Discursos de Posse de Deodoro a Lula. a Oratória dos Presidentes do Senado, LGE Editora, 2004 e 2006. Coletânea de todos os discursos de posse dos presidentes brasileiros, acompanhada de estudo crítico. Uma boa maneira de ler a história […]

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de despedida

por João Bosco Bezerra Bonfim

de despedida ó esperada mentira que se demora a anunciar “então já vou” “então tá” é aí que o melhor começa beijo de adeus que anuncia promessa contrário gesto em que a intenção docemente contrariada sempre tropeça do livro teoria do beijo, ed. do autor, 2003, com arte de Ana Lomonaco Sobre o beijo muito […]

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oásis

por João Bosco Bezerra Bonfim

  cavalo de pau       para o sol, amena sombra para as choupanas serena telha ouro em pó, preciosa cera mas não é dessa carnaúba que falo falo daquela que do engenhoso talo com orelhas cabresto olhos focinho rabo fez-me meu pai trotante cavalo do livro passagens terrâneas e subterrâneas, LGE/FAC, Brasília, 2003 […]

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cartilha

por João Bosco Bezerra Bonfim

                        cartilha antes de se lançar ao amor busque pescá-lo em águas próprias considere esse seu desconhecido dirija(-se) um olhar de pesquisador esqueça pueris amores fuja das fulminantes paixões ganhará o amor se sobreviveu hipoteticamente se veja caído irremediavelmente tomado de amor já não […]

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Fábula do Pequi

por João Bosco Bezerra Bonfim

              I Fábula do Pequi Era uma vez, deserto no Cerrado, Em amarelo-escandaloso, flor, Que, em boa hora, gostosa de si, Ourivesou finíssimo sabor. Mas em seu verde cansada si esteve, Janus bifronte sem qualquer pudor, Macho-e-fêmea, si famigerava: A fome matava só com seu olor. Então, voou seu […]

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