Arquivos | janeiro, 2013

Canto chão

por João Bosco Bezerra Bonfim

Se me fosse dado ter voz, Cantava? E se ouvidos houvesse – e de Vós viesse esse som – Sussurrar ou suspirar havia de? Não. Um canto não me basta. ‘Inda mais um cantochão! Mesmo que cantado por Monjas beneditinas Ou por Clarissas, nas calçadas. Então, para que Vós, Se mudo me mandam Cruzar esse […]

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dialética sertaneja

por João Bosco Bezerra Bonfim

Riacho Seco se riacho, porque seco? se seco, porque riacho? mas um leito se sustenta de matéria mais vária que a imaterial água ainda está aqui a areia de que um riacho precisa pra se achar ainda os mofumbos se lembram de seus galhos a acariciar as correntes águas que dizer das pedras preparadas ainda […]

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viajante

por João Bosco Bezerra Bonfim

em leito delicioso de pedra assentei o meu peito donde frutuosos brotos encarnados afloram perfeitos (do meu livro passagens terrâneas e subterrâneas)

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Há coisas – parece – no agora

por João Bosco Bezerra Bonfim

Há coisas – parece – no agora Outras, embora pareçam, não Fantasmas de outras mágoas – outroras Desejos de outros tempos – de então. Mas entre coisas que se toca E entre intocáveis pesos Sobra sempre ruminante Um leve e luminoso desejo De – entre coisas de hoje e de antanho – Reconhecer-se em figuras […]

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não um lugar

por João Bosco Bezerra Bonfim

não um lugar ou um tempo não um nome mas a figura qualquer lugar em qualquer tempo o que vale é o sentir até mais que o sentimento [João Bosco Bezerra Bonfim; publicado em passsagens terrâneas e subterrâneas)

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Mas eis que o nada sempre se oferta

por João Bosco Bezerra Bonfim

Mas eis que o nada sempre se oferta Esse nada entre negror e clarão: Um fogo gelado que sem alarde Suspende fígado, rins e pulmão. E é nessas horas mortas das almas, Quando pleno vazio me inflama, De um torpor gélido de sentir Como que ao nada de volta chama: – Vem, que aqui já […]

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Na horta

por João Bosco Bezerra Bonfim

Se me recolho com meus poetas E com eles me molho Não há consolo

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Valham-nos as setas de Dom Sebastião

por João Bosco Bezerra Bonfim

Há santos pelos altares Valentes em profusão Outros tantos mártires Ceifados de devoção Mas nenhum tão eloquente Quanto SãoSebastião: Morto uma vez e outra: Numa, varado de flechas, Noutra, açoitado, por cristão. Depois, nas areias de Alcácer-Qibir Mártir dePortugal Sempre por revir Há de o império redimir Mesmo que em Pedra Bonita Ou em ilha […]

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Mesmo que o longe se apresente

por João Bosco Bezerra Bonfim

Mesmo que o longe se apresente Não neste horizonte do crer Só quem pressente mais longe Há de, decerto, saber: Se há vida ou não, depois, É questão de estar alerta Pois se nem desta se sabe Se estará posta e certa: Vida é mais, pois que ambígua Vida é mais que a percebida E […]

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João Bosco Bezerra Bonfim no programa Iluminuras, da TV Justiça

por João Bosco Bezerra Bonfim

A revista eletrônica da TV Justiça entrevista João Bosco Bezerra Bonfim, que fala sobre a arte verbal do cordel.

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