Arquivos | janeiro, 2013

Entretanto, demora a fazer-se carne

por João Bosco Bezerra Bonfim

                  Entretanto, demora a fazer-se carne o verso Bebido o pão E comido o vinho Que mais espreita o peregrino? João Bosco Bezerra Bonfim

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presente

por João Bosco Bezerra Bonfim

      Entanto gira a roda como um carrapeta Incessante, beco sem porta, ida à imensidade Não se pergunte o porquê de o assim girar, às tontas Apenas se guie pelos labirintos Que nunca desvela as pontas Conta de chegada = casa de partida: Tão mais se esquece quem foi Quanto mais próxima é […]

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telemensagem

por João Bosco Bezerra Bonfim

bebi cada gota saliva sorvi de amor destiladas palavras de longe relidas ecos que da fonte perdi João Bosco Bezerra Bonfim

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A arte de fazer um cordel e se tornar um menestrel

por João Bosco Bezerra Bonfim

  A arte de fazer um cordel e se tornar um menestrel  

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rodoviária (e outras passagens)

por João Bosco Bezerra Bonfim

passagens terrâneas e subterrâneas I rodoviária: onde mais a alma pagaria por nossa passagem diária? II campo da esperança que esperar desse espiralado campo? se ao céu se só elevam as sementes que fazem cavadas no chão essas covas? III torre de tv o vento – que passa – é o único que fica IV […]

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prece

por João Bosco Bezerra Bonfim

que o amor encha meu cálice que o amor brote em mim que o amor assim sem nada como quem chupa uma bala ou tosse, ou pisa ou adormece que deus me enterneça com seu calor e me derreta de compaixão (do livro amador amador)

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credo

por João Bosco Bezerra Bonfim

creio no amor acima de todas as coisas creio que o amor cura a dor e cura o amador descreio de todo o amor que é só interesse renego o amor que é só carne desconheço um amor que é puro espírito creio na dor que ama e fere – sem matar – o amador […]

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Quem vela

por João Bosco Bezerra Bonfim

Quem vela e quem revela o oculto sonho? senão o papel que esconde e mostra quando quer o incontido desejo o desejado querer num jogo de sombra e luz que desvela e que seduz (do livro amador amador)

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Companhia

por João Bosco Bezerra Bonfim

Sem que o brilho seque a pétala Ou anule a gravidade ao beija-cor Eis que no plano desabitado Gira amarelo a estrela mor (João Bosco Bezerra Bonfim)

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