Retrato

por João Bosco Bezerra Bonfim

Traz a morte entre-os-dentes, sob as bochechas coloridas, abaixo do sol do olhar, na pálbebra descaída.   Mas não ressuscita senão quando escancara um riso. Que se tão sério no esquerdo, No olho direito é sem siso.   Num canto, um lábio sobe, no outro, desce, impreciso. Balanço sustido no galho,   ao vento, o […]

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O canto do Poty

por João Bosco Bezerra Bonfim

    I Ribeirinhos do rio sagrado Beiradeiros do Rio Poty Já se escoam na areia tuas águas Ribeirinhos, meus cantos ouvi! No sertão, a Acauã deu um grito Medonho riso desses de espantar Marmeleiros tremeram seus galhos E Acauã começou a gritar. Salto em susto da rede espichada Alarmado, as caveiras eu vi Relanceavam […]

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Cacimbas do Poty

por João Bosco Bezerra Bonfim

  Quem pesa o rumo move um qual prumo? Saboreia o veio de enganosa Sinuosa exploradora planície? Mero engano de areia porosa? De vário insumo curva-se o rio Em sobrevoo de cacimbas de prosa De veios os mais ermos e profundos. Ora labora o tecido da rosa E, sombrio, por alas e veredas De mofumbos, […]

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Espelhado

por João Bosco Bezerra Bonfim

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Dia do Senhor Senhor do Dia Domingo é dia dia é Domingo Todo dia é é dia Todo é dia de ser de estar estar de ser de dia é    

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O Auto de Santa Dica, por João Bosco Bezerra Bonfim

por João Bosco Bezerra Bonfim

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O Auto de Santa Dica

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Trecho do Rio Poty, à altura da Barra do Riacho Seco

Esvaem-se os rios

por João Bosco Bezerra Bonfim

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  Corre o ano da graça De dois mil e dezesseis Esvaem-se os rios Menos calha a cada vez escassos vasos exangues Já no janeiro mês.

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I Noite Literária do Colégio Impacto COC Brazlândia

por João Bosco Bezerra Bonfim

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Pela Mostra Itinerante de Poesia, participo neste dia 2 de dezembro da I Noite Literária do Colégio Impacto COC Brazlândia. Juntamente com os poetas Vanderley Costa, Vicente Sá e Ádyla Maciel e do músico Chico Nogueira, estarei ao lado dos alunos e professores, que elaboraram diversas apresentações de clássicos da poesia brasileira. Alunos do 9º ano, […]

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Conversa sobre poesia na Escola Moara

por João Bosco Bezerra Bonfim

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A convite da Professora Letícia Aquino, estive conversando sobre poesia com os alunos do nono ano; e ainda tive oportunidade de uma rápida leitura de Era uma vez uma Maria Farinha. Para os do nono ano, um pessoal bastante perguntador, fizemos boas reflexões sobre o processo criativo da poesia. O convite foi da professora Letícia […]

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1ª Feira de Livros de Crateús

por João Bosco Bezerra Bonfim

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Um minuto de silêncio

por João Bosco Bezerra Bonfim

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João Bosco Bezerra Bonfim, em 28 de outubro de 2015 Conclamo aos irmãos que aqui embarcam Nesta maravilhosa nave  terra Que em si dispensa  os mais que perfeitos mas acolhe materna o que erra O embarque é livre a quem queira Mas a entrada guarda um segredo Um minuto de silêncio é pedido Chave-mestra pra espantar o […]

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Canto a São Sebastião

por João Bosco Bezerra Bonfim

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Canto a São Sebastião Em 18 de outubro, no Sarau no Parque do Bosque   A presença de João Bosco Bezerra Bonfim ocorreu no contexto da Mostra Itinerante de Poesia.     Oh Sebastião, de Roma, Me traga a inspiração Para cantar com doçura A outra Sebastião Cidade desta Brasília Livrai-nos ingratidão.   Não canto […]

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joão bosco bezerra bonfim, poesia

por João Bosco Bezerra Bonfim

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Velam os viventes tantas palmas Cantando a alegria de aqui estar Mesmo mandacarus, enfeitam espinhos: – São folhas, flores, de aspecto singular!

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O musgo, de Francis Ponge

por João Bosco Bezerra Bonfim

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O musgo Francis Ponge        As patrulhas da vegetação detiveram-se em tempos de antanho na estupefação das rochas. Mil bastonetes do veludo de seda assentaram-se então como alfaiates no chão.      E logo, desde a aparente crispação do musgo na própria rocha com seus lictores, tudo no mundo pego num emaranhado inextricável e encaracolado por […]

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